top of page
Buscar

Fraudes em seguros somam R$ 3,3 bilhões e aceleram adoção de IA nas decisões de risco

  • Foto do escritor: #novosincormg
    #novosincormg
  • 9 de fev.
  • 3 min de leitura

Relatórios da CNseg e Honey Island Capital mostram que o mercado ainda perde tempo com processos manuais, enquanto IA e automação se consolidam como aliadas da tomada de decisão


O combate à fraude segue como um dos principais desafios da agenda do setor de seguros no Brasil. De acordo com o mais recente relatório do Sistema de Quantificação de Fraudes (SQF), divulgado pela CNseg e referente ao primeiro semestre de 2025, os sinistros suspeitos de fraude somaram R$ 3,36 bilhões, o equivalente a 15,1% do total de R$ 22 bilhões em sinistros ocorridos no período. Do volume suspeito, R$ 734 milhões foram efetivamente comprovados como fraude, evidenciando a complexidade do problema e indicando que uma parcela relevante das ocorrências ainda pode não ser identificada ou reportada pelas seguradoras.


O estudo recente “Fraud Detection & Prevention”, da Honey Island Capital, reforça esse diagnóstico ao apontar que seguradoras e insurtechs estão entre os setores mais pressionados a modernizar seus modelos de prevenção, ainda fortemente dependentes de análises manuais e dados fragmentados. A pesquisa mostra que a integração de fluxos automatizados e o uso de inteligência artificial têm se tornado essenciais para transformar a detecção pontual em gestão contínua de risco, movimento que já começa a reconfigurar a operação de seguros em toda a América Latina.


Dentro desse contexto, empresas no Brasil vêm se destacando ao adotar tecnologias como a IA para reduzir o tempo de análise e aumentar a precisão das decisões. Um dos cases bem sucedidos explicado no relatório é a startup Brick, que usa IA e automação para otimizar processos críticos, como subscrição, validação de documentos e detecção de fraudes em seguradoras e locadoras.


“Os relatórios da CNseg e da Honey Island mostram que desafio não é apenas identificar a fraude, mas eliminar o tempo desperdiçado entre a suspeita e a comprovação. Com IA e automação, conseguimos acelerar essas decisões e dar autonomia às áreas de negócio para agir em tempo real. Em processos de subscrição, por exemplo, o retorno pode ocorrer em poucos segundos, enquanto sinistros passam a ser resolvidos em horas”, explica Vinicius Schroeder, CEO da Brick.


De acordo com o estudo da Honey Island, a integração de tecnologias como IA generativa e automação de fluxos decisórios não é mais uma tendência, mas uma questão de sobrevivência. O relatório mostra que o avanço da inteligência artificial está redefinindo o mercado global de prevenção a fraudes, ao reduzir falhas humanas e aumentar a eficiência na análise de risco. Em um cenário em que golpes e inconsistências cadastrais se tornam mais sofisticados, abordagens tradicionais já não acompanham a complexidade das ameaças. Nesse contexto, soluções baseadas em IA ganham protagonismo ao permitir uma prevenção dinâmica, capaz de se adaptar ao comportamento de cada cliente e transação, sem comprometer a experiência do usuário.


A pesquisa também destaca o protagonismo da América Latina nesse movimento, especialmente o Brasil, considerado um dos líderes mundiais tanto na ocorrência de fraudes quanto no desenvolvimento de tecnologias para combatê-las.


Mais do que identificar golpes, os novos modelos baseados em IA e automação de decisões trazem uma mudança estrutural para o setor: a fraude deixa de ser uma questão reativa de detecção e passa a ser tratada de forma proativa, com gestão contínua de riscos. E é nesse ponto que o Brasil começa a se destacar como um dos pólos mais promissores da América Latina em tecnologia antifraude.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Incentivos ganham protagonismo no setor de seguros

Estratégias baseadas em premiação digital, metas estruturadas e comunicação direcionada ampliam produtividade, reduzem custos e redefinem a dinâmica comercial das seguradoras Dados da Superintendência

 
 
 

Comentários


bottom of page