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Adesivo eleitoral no carro pode fazer você perder o seguro: saiba como evitar o prejuízo

  • Foto do escritor: #novosincormg
    #novosincormg
  • 11 de ago.
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 7 dias

Usar o carro em campanha sem avisar a seguradora pode fazer você perder o direito à indenização


Colar um adesivo eleitoral no carro durante a campanha de 2026 pode custar caro ao motorista. A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) alerta que carros com adesivos de campanha colados ou usados em atividades eleitorais correm o risco de ter o seguro negado em caso de sinistro.


Quando a seguradora pode recusar o pagamento 


Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, declarou à Agência Brasil que adesivar o carro com material de campanha ou cedê-lo para uso político pode ser interpretado pela seguradora como um risco maior do que a apólice original prevê. O argumento das empresas é que o veículo fica mais exposto a batidas, depredações e aglomerações.


Se o motorista não avisar a seguradora sobre a mudança no uso do carro, corre um risco concreto. Em caso de furto, roubo ou colisão, a empresa pode negar o pagamento alegando que as condições do contrato foram alteradas sem comunicação. Transportar panfletos, deslocar equipes ou dar suporte logístico a candidatos e partidos entra na mesma categoria.


O adesivo colado na lataria também fica por conta do motorista. A maioria dos contratos não cobre o custo de remoção ou reparo de envelopamento e adesivos danificados. Carros depredados durante confusões em eventos também costumam ficar sem amparo, já que esse tipo de dano costuma estar fora da cobertura, segundo a FenSeg.


O que fazer antes de colocar adesivo eleitoral no carro


A federação lista medidas para evitar a perda do seguro:


  • Avise a seguradora antes de colar qualquer adesivo eleitoral ou ceder o veículo a candidatos

  • Peça que qualquer alteração no uso do carro seja registrada formalmente na apólice

  • Consulte o Detran se o envelopamento exigir atualização no registro do veículo

  • Leia o contrato para identificar quais avarias e ocorrências ficam fora da cobertura contratada


A orientação da FenSeg é que o contato com a seguradora seja feito antes do início da campanha, não depois de um sinistro.


Cobertura do seguro auto para veículo particular em campanha política


Em resposta aos questionamentos da imprensa acerca da notícia veiculada hoje, 11 de agosto, sobre a cobertura de seguros em veículos particulares, utilizados para campanha eleitoral, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) esclarecem que a simples adesivação de veículos de passeio, sem alteração da sua utilização, não compromete a cobertura do seguro automóvel.

Por outro lado, carros de passeio com propaganda de candidatos e utilizados para atividades de campanha política têm a finalidade alterada de particular para comercial/publicitário, o que torna recomendável que os condutores procurem seus corretores para fazer a adequação do contrato. 


A mudança deve ser comunicada ao corretor e consequentemente à seguradora para alteração da apólice do seguro, garantindo assim que eventuais sinistros sejam indenizados. 

"As seguradoras avaliam o uso do veículo para fins publicitários ou de apoio como um aumento de risco. O automóvel fica mais exposto a acidentes, vandalismo e deslocamentos frequentes em eventos públicos, principalmente”, explica a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Keila Farias. 




 
 
 

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