Representante da Susep diz, no fórum acadêmico da ANSP em Campinas, que a competição no mercado de seguros vai se acirrar e que as perspectivas são "positivas e assustadoras" O diretor da área de Vida e Previdência da Superintendência de Seguros Privados (Susep), João Marcelo Máximo dos Santos, apontou os desafios que as empresas do setor enfrentarão com as mudanças que a abertura do resseguro no Brasil trará nos próximos anos. Em palestra realizada em Campinas, no Fórum de Acadêmicos da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência), na última semana, Santos declarou que a expectativa é "positiva e assustadora. Pois, há uma mudança em andamento que vai implicar em uma mudança em diversos procedimentos". O diretor da Susep ainda advertiu seguradores e corretores a ter cautela e buscar a excelência em seus negócios porque haverá alta competitividade a curto prazo, "o Brasil não é a China. Nós temos apenas 1,5% do mercado mundial de seguros e, quando abrirmos o mercado nacional às seguradoras estrangeiras, quem tiver competência vai se manter. Quem vai consolidar o mercado são vocês (corretores e seguradores)", disse. Na palestra, Santos ressaltou o trabalho que a Susep vem realizando para preparar o setor para esta nova realidade. "Trouxemos a garantia estendida para o mercado de seguros; colocamos na ordem do dia a questão do gerenciamento de riscos; corrigimos as normas processuais, criamos regras de certificação técnica dos funcionários das seguradoras e na previdência, resolvemos o problema da portabilidade; buscamos deixar mais transparentes as operações", afirmou. "Criamos espaços para receber reclamações, opiniões e instituímos o modelo de ouvidoria. Com isso, pudemos eliminar a mediação na Susep." A relação ética, íntegra, amistosa e transparente com o consumidor de seguros é o mínimo que as companhias devem oferecer. Para a advogada Angélica Luciá Carlini, outra palestrante do evento da ANSP, seguradoras e corretores precisam ser mais claros na forma de apresentar seus produtos. "Por que uma relação amigável entre um corretor e um cliente precisa terminar na Justiça?" Completaram a mesa de debate: Mauro César Batista, presidente da ANSP e os acadêmicos, Paulo Miguel Marraccini e Paulo Roberto de Campos Castro. "Não há nada mais eficiente do que debater o seguro em regiões onde existem pessoas interessadas no assunto", afirma Batista. O Projeto de Lei Complementar
249/2005, que dispõe sobre a abertura de mercado de seguros está
em tramitação na Câmara dos Deputados.
|