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A força do cooperativismo na economia


Em recente entrevista o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, traçou um panorama do cooperativismo no mundo, destacando países como Japão e França que possuem grande parcela da população associada a cooperativas. "Na França, 90% da população é associada a uma cooperativa de crédito e no Japão uma em cada três famílias faz parte de uma cooperativa", apontou.

Para Freitas é oportuno a divulgação de informações sobre o cooperativismo neste período eleitoral, porque serve para subsidiar a imprensa com fontes e dados atuais para retomar a discussão pela sociedade sobre o cooperativismo como alternativa de desenvolvimento e geração de renda, capaz de alavancar o crescimento da economia brasileira a partir da facilidade de crédito para subsidiar consumo, produção e exportação.

No Brasil, Freitas chamou atenção para a evolução do cooperativismo de crédito nos últimos anos e os reflexos financeiros gerados pelas cooperativas nas comunidades em que atuam. De acordo com dados da OCB, as cooperativas de crédito geraram um diferencial de renda de R$ 373,04 milhões que beneficiaram a circulação de mercadorias e movimentaram a economia local. O aumento do número de cooperados, que soma hoje mais de 2 milhões de pessoas, foi outro ponto enfatizado pelo dirigente cooperativista.

O ramo Crédito é, atualmente, o segundo maior em número de cooperados e o terceiro em número de cooperativas (1.101) e de empregos gerados (20.555). No Brasil, existem registradas no Sistema OCB/Sescoop 7.518 cooperativas, em 13 diferentes ramos de atividade com 6,7 milhões de cooperados e que geram cerca de 200 mil empregos diretos.

Como funciona o sistema:

A Cooperativa de Crédito

A Cooperativa de Crédito é uma sociedade constituída por pessoas unidas pela cooperação e ajuda mútua que se organizam para desenvolver programas de assistência financeira e de prestação de serviços, buscando obter o adequado atendimento de suas necessidades econômicas.

Enquanto serviços, oferece a seus associados empréstimos pessoais, financiamento de bens duráveis, orientação para compras a prazo e investimentos, conta corrente, cheque especial, RDC/ CDC (Depósito a Prazo Cooperativo), recebimento de proventos, seguros de vida solidários, serviço de saneamento financeiro e etc. Por isso, assim como os bancos precisa de autorização e regulamentação do Banco Central para funcionar.

A Cooperativa de Crédito se diferencia das demais instituições financeiras pela maneira como faz suas operações, por não ter fins lucrativos, praticam as taxas de juros mais baixas do mercado.

O Sicoob

O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil - Sicoob surgiu da necessidade das cooperativas de crédito se unirem com o objetivo comum de oferecer produtos e serviços bancários em melhores condições que as oferecidas pelo mercado financeiro tradicional, proporcionar melhores resultados financeiros e operar com maior segurança para os cooperados, em bases sólidas e democráticas. O Sicoob é formado pela Confederação Sicoob Brasil, por 14 cooperativas centrais e 694 cooperativas de crédito singulares que operam com o Bancoob - Banco Cooperativo Brasileiro.

O Bancoob

As Cooperativas de Crédito são instituições financeiras pertencentes ao Sistema Financeiro Nacional e controladas pelo Banco Central. São de propriedade coletiva, democraticamente administradas e têm como dirigentes pessoas do seu quadro social. No entanto, não têm acesso à Câmara de Compensação, à Reserva Bancária e ao Mercado Interfinanceiro. Sendo assim, para operarem, necessitam de um banco comercial como parceiro. Essa é a razão principal pela qual foi criado o Bancoob - Banco Cooperativo Brasileiro. Após a sua constituição, as Cooperativas de Crédito passaram a ter, sobretudo, produtos e serviços adequados a sua realidade, autonomia operacional, custos mais baixos e melhores serviços.

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