Notícias Sincor-MG


Dia 3 de novembro haverá eleição no Sincor-MG. Duas chapas concorrerão aos cargos de diretoria, conselho fiscal e delegados representantes junto à Fenacor, para o quadriênio 2006/2009.


Geraldo Mattos, 61 anos, é natural de Conceição do Mato Dentro, casado com Ivany A. Tavares de Mattos, pai de Geraldo Luiz, Guilherme e Geovana.


CM - O que motivou o Sr. a candidatar-se à presidência do Sincor?
Não houve um motivo específico. Foi o resultado de um longo processo. Depois de participar de diversos eventos da categoria percebi que não havia um encaminhamento dos temas abordados, muitos deles vitais para a nossa classe. Incomodado com isso, ao final do Fórum do Tauá, em 2003, solicitei os e-mails dos presentes para criar um elo de união entre nós. Através deles passei a enviar informações e fazer questionamentos. Divulguei eventos como o Congresso dos Corretores em Brasília, o Conec e agora o Congresso em Maceió. Vários corretores foram, então, retornando os e-mails, também fazendo as suas críticas e sugestões, o que foi criando, naturalmente, um movimento que, de repente, ganhou força e nome. Nascia assim "A Voz do Corretor". De um grupo organizado, motivado, nascer uma chapa foi questão de tempo. Na hora de escolher os cargos, a maioria dos colegas optou pelo meu nome. Fiquei lisonjeado. Tenho certeza que não vou decepcionar os que confiam em mim.
Porém, faço questão de ressaltar que a responsabilidade de dirigir o Sincor-MG será conjunta. Chega da figura do presidente centralizador. Esse é um modelo ultrapassado de gestão.


CM - Quais as críticas o Sr. faz a atual administração do sindicato?
Eu resumiria na falta de conquistas significativas para a categoria nos últimos mandatos. Pelo contrário, sofremos várias derrotas. Tudo provocado principalmente pelo fenômeno do continuísmo que assola a categoria em todo o Brasil. Em Minas temos as mesmas pessoas à frente do Sincor-MG há inacreditáveis 33 anos. Apegadas aos cargos, status, salários, verbas e poder, num projeto exclusivamente pessoal, não souberam sair na hora certa, após um período de conquistas. Hoje não há mais reciclagem de idéias, de métodos e de atuação. No Fórum em Juiz de Fora, no ano passado, o presidente do Sincor-MG afirmou: "Eu não estou no mercado. Não sei o que acontece no dia-a-dia. Vocês têm que me pressionar para eu pressionar as seguradoras". Ora, se ele declara que não mais atua como corretor e que desconhece os problemas da categoria, como pode ser o seu presidente? A presidência é um cargo de representação política a ser exercido por profissionais em atividade na categoria.


CM - Se eleito, o que o Sr. irá implementar?
Nós criamos um compromisso prioritário para os primeiros 100 dias, da nossa gestão:
- Ampla auditoria na entidade;
- Realizar um seminário sobre gestão sindical participativa;
- Realizar um seminário com as seguradoras.
Estamos priorizando processos e não projetos prontos e acabados. Não somos os donos da verdade. Vamos trazer para o Sincor-MG todos os corretores que, com suporte profissional, saberão escolher o que é melhor para a categoria.


CM - Caso o Sr. vença a eleição, como será o relacionamento do Sincor-MG com as entidades como o Sesmig, Fenacor, Funenseg, e demais sindicatos dos corretores?
O relacionamento de parceiros que estão no mesmo barco, consciente de que todos precisamos uns dos outros mas, que de vez em quando, será preciso rever algumas estratégias. Será de muito respeito, mas com total independência. Acrescente muito profissionalismo e terá uma imagem de um relacionamento produtivo


CM - E em relação às delegacias regionais, associações e clubes da capital e interior?
Consta do nosso Compromisso de 100 dias uma das nossas prioridades: a interiorização do Sindicato. Sob a coordenação da nossa vice-presidente, Márcia Regina Sípoli Rossi, de Uberlândia, vamos realizar um seminário para que a forma de atender o interior e, principalmente a reincorporação ao Sincor-MG de mais da metade dos corretores do Estado seja efetivada no mais curto espaço de tempo.Algumas propostas, entretanto, podem ser adiantadas: daremos autonomia política e financeira às delegacias. Teremos delegados das regiões - e não nas regiões - e escolhidos pelos corretores em indicação única.


CM - Eventos como os fóruns de debates e cursos para funcionários de corretoras serão mantidos ou extintos? Algum outro será criado?
Fóruns e programas de capacitação compõem a base do nosso programa. Não há que se falar em extinguir, mas sim em melhorá-los, ampliá-los e criar novos espaços de debates. Esse assunto é exaustivamente tratado em nosso programa. O formato dos Fóruns vai ser discutido e decidido no seminário que realizaremos dentro do nosso compromisso dos primeiros 100 dias de gestão.


CM - No seu entendimento, o que é prioritário para o corretor de seguros na atual conjuntura política, econômica e profissional?
A prioridade de qualquer profissional é ser bem sucedido em sua profissão, o que significa reconhecimento e remuneração digna. Muitas destas conquistas não dependem só dele, mas de uma luta coletiva. O nosso enfoque será para que o corretor procure sempre participar das questões que envolvam a nossa categoria. Unidos seremos mais fortes e teremos mais chances de sermos vitoriosos em nossos pleitos.


CM - Qual o critério o Sr. escolheu para montar sua equipe e qual será a participação dela numa eventual gestão?
Não é minha equipe. É um grupo de profissionais que após diversos encontros discutindo os problemas e propostas se uniu em torno de uma bandeira. A chapa é a materialização dessas propostas. As pessoas e os cargos foram preenchidos espontaneamente, num conceito de administração colegiada.


CM - Qual mensagem o Sr. gostaria de transmitir aos corretores de seguros?
Inove. Mude. Dê chance de algo diferente acontecer. Participe. Cobre. Nós estamos lhe propondo algo maior: o compromisso de ouvi-lo. Um novo período de progresso para a nossa Classe depende de você. Vote na chapa 2 "A Voz do Corretor".