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Entrevista com o candidato à presidência pela
chapa 1:
Roberto Barbosa é vice-presidente (área política)
da Fenacor, presidente licenciado e fundador do Instituto Mineiro de Ensino
de Seguro (IMES), diretor emérito da Associação Comercial
de Minas, professor do IMES, Funenseg e UMA, e membro efetivo do Conselho
de Recursos do Sistema Nacional de Seguros (CRSNSP).
CM - O que levou o Sr. a candidatar-se à reeleição
como presidente do Sincor-MG?
São vários os motivos que julgo importantes para pleitear
da classe mais um mandato. Vejo com muita preocupação o
atual momento econômico e político que o Brasil está
vivendo. Achei que minha experiência e o trânsito que tenho
no mercado podem ajudar a classe a se preparar para as mudanças
que estão ocorrendo em curto espaço de tempo. Outro ponto
que me motiva a continuar à frente da política da classe
é a criação do nosso Conselho Federal, praticamente
na reta final.
A minha participação como presidente do Sincor-MG, junto
à Fenacor, tem sido muito produtiva. A Fenacor me indicou, e o
Governo me aceitou, para representar os corretores de seguros junto ao
Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados (CRSNSP),
última instância de penalidades impostas pela Susep aos componentes
do mercado de seguros - corretores e seguradoras. Continuo coordenador
do Comitê Político da Fenacor no Congresso Nacional, onde
temos uma atuação política eficiente.
Tudo isso se baseia na minha larga experiência adquirida ao longo
do tempo que estou à frente da política, inclusive com dois
mandatos como presidente da Fenacor. Enfim, não me sinto confortável
de ir para casa levando a minha experiência, o meu conhecimento
das reais necessidades dos corretores de seguros no momento atual.
CM - Quais as principais realizações da atual administração
do sindicato?
A atual diretoria trabalhou muito para levar aos nossos colegas o conhecimento
e o aperfeiçoamento profissional. Criamos sete delegacias, realizamos
palestras técnicas, jurídicas, além dos fóruns
de debates com os corretores de seguros (já em sua 5º edição).
Disponibilizamos gratuitamente um programa de administração
de empresas corretoras de seguros (Sincware), hoje atualizado e moderno.
No meu ponto de vista, a grande realização foram os 'Cursos
de Aperfeiçoamento para os Empregados das Empresas Corretoras de
Seguros'. Passaram pelas nossas salas de aula aproximadamente 600 funcionários,
com aprovação por 100% dos alunos. Assim como estes citados,
promovemos uma série de outros benefícios que são
do conhecimento da classe.
CM - O Sr. sempre disse que a disputa eleitoral é sadia,
faz bem à classe. Mas neste pleito, que críticas o Sr. faz
à chapa 2?
É importante a disputa honesta e ética. A chapa 2 quer ganhar
a eleição procurando erros na atual gestão, ao invés
de propor uma plataforma de trabalho que encante os eleitores. Aliás,
essa tática já conhecemos e estamos pagando caro pelo despreparo
da atual cúpula que está administrando o País.
O saudoso político José Maria Alckimin dizia que o discurso
da oposição é mais agradável de se ouvir,
pois podem prometer coisas mirabolantes e formularem críticas sem
escrúpulo à situação. Realmente a situação
tem a perfeita noção do que pode ser feito e qual é
o orçamento real da entidade. É o caso do Sincor-MG.
Gostaríamos de ter feito muito mais coisas para a classe, estruturando
melhor as nossas delegacias, levando mais cursos e palestras aos corretores.
Infelizmente estamos limitados aos nossos orçamentos.
CM - Vencendo nas urnas, a sua equipe de diretoria será praticamente
toda mudada. O que a classe pode esperar desta nova equipe?
Esta oxigenação que estamos propondo tem como objetivo criar
novas lideranças que poderão dirigir os destinos da classe
dos corretores de seguros mineiros. São profissionais de sucesso
que aliaram suas experiências em benefício de todos, principalmente
dos pequenos corretores.
Continuamos a olhar com atenção os colegas do interior,
fazendo a integração da categoria. Estamos elaborando um
Plano Diretor no caso de vencermos a eleição. Neste plano
está prevista a reestruturação de nossas delegacias
com instalações físicas condizentes, criação
de um Departamento do Interior, que irá priorizar as necessidades
da classe através da realização de palestras, cursos
e seminários.
Recursos para isso vamos buscar junto à Fenacor e outras entidades
do mercado, onde temos amplo trânsito. Se Deus quiser vamos conseguir.
CM - Eventos como os fóruns de debates e cursos para funcionários
de corretoras são projetos comprovadamente bem sucedidos. Numa
nova gestão eles serão mantidos ou extintos? Algum outro
será criado?
Em time que está ganhando não se mexe. Os fóruns
regionais continuarão levando aos corretores os assuntos que forem
escolhidos por eles. Vamos dar continuidade ao treinamento para os empregados
das corretoras, levando conhecimentos técnicos de alguns produtos.
Vamos falar de administração de corretora, tributos, e outros
assuntos que estiverem na ordem do dia. Tenho a certeza que estes cursos
continuarão a encantar os empregados e por tabela, os corretores.
O mercado precisa urgentemente se qualificar no seu todo. Vou propor à
diretoria que dê prioridade à formação profissional
dos empregados das corretoras. Já que as seguradoras não
estão investindo na qualificação de seus empregados,
nós vamos fazer isso.
Vamos mostrar ao mercado de seguros que a classe dos corretores está
se preparando com determinação para suprir essa deficiência
técnica e que o corretor é importante e necessário
para que o mercado de seguros se desenvolva com justiça social.
CM - No
seu entendimento, o que é prioritário para o corretor de
seguros na atual conjuntura política, econômica e profissional?
Qualificação, disposição para quebrar
alguns paradigmas, visão empresarial com disposição
de se atualizar constantemente. O empresário hoje tem que ter uma
visão correta dos acontecimentos e precisa se adaptar às
mudanças com velocidade. São esses conceitos que pretendemos
levar aos corretores nos encontros.
CM - Como
o Sr. avalia o relacionamento do Sindicato com a classe? Quais serviços
são prestados?
O relacionamento
do Sincor-MG com a classe é de parceria. O Sincor-MG é o
sindicato com o melhor percentual de sócios. Temos quase 60% dos
corretores de todos os ramos como associados. Somos um sindicato de resultados
e referência nacional. Trabalhamos duro para ajudar os corretores
a resolverem seus problemas. Infelizmente a maioria dos nossos problemas
são oriundos do reflexo da própria economia, dos erros do
Governo e também de certa letargia da categoria.
CM - Qual
mensagem o Sr. gostaria de transmitir aos corretores de seguros?
Alguns
corretores acham que deve haver uma mudança da direção
da classe. Concordamos com eles. Tanto isso é verdade que estamos
renovando 70% dos componentes da diretoria.
Entretanto, somos da opinião que é importante manter elementos
com experiência para equilibrar as ações do todo.
Não é inteligente extirpar elementos com o conhecimento
de como deve funcionar o Sindicato, principalmente se ele é atuante
e moderno.
Gostaríamos de deixar aos nossos colegas a seguinte reflexão:
A oposição, dentro da sua linha de atuação
de só criticar, está tentando transformar um ponto positivo
que tenho, em negativo. Ela me acusa de estar há muitos anos à
frente do Sindicato, como se isso fosse pejorativo. Ora, se eu não
fui imposto à classe, e sim eleito, disputando honestamente várias
eleições, é porque a categoria viu na minha pessoa
os requisitos necessários para representá-los e defender
seus justos direitos. Para mim e para as pessoas inteligentes isso é
considerado uma honra, algo que enaltece um líder. Se este líder
continua operoso, justo, honesto, eficiente, dignificando sua representação,
seu cargo, isto não pode ser visto negativamente.
O líder da chapa 2, após quatro tentativas de conseguir
ganhar uma eleição no Clube Jaraguá, conseguiu seus
objetivos e tornou-se diretor social do clube. Não concluiu o seu
mandato, tendo sido forçado a pedir demissão após
um ano no cargo. Os motivos desta "expulsão" da Diretoria
Social, ele não diz. Nós sabemos porquê.
Talvez o fato de eu estar à frente de uma entidade por mais de
30 anos, deixe-o irritado e preocupado
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