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Pronunciamento proferido durante encontro de lideranças do mercado de seguros com o ministro Guido Mantega, em Brasília, no dia 4 de
março.
Roberto Barbosa reivindica o enquadramento do corretor de seguros no Simples.
Em reunião inédita - coordenada pelo superintendente da Susep, Armando Vergílio dos Santos Júnior - o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, recebeu dia 3 de março, em Brasília, várias lideranças do mercado de seguros, que apresentaram uma pauta de reivindicações. O
encontro histórico serviu ainda para dar início à discussão de uma agenda positiva para o setor: ?esta é apenas a primeira reunião.
Deveremos ter outros encontros, para discutir as questões colocadas agora?, prometeu o ministro.
Além do ministro e do titular da Susep (que estava acompanhado pelos demais membros da diretora da autarquia), participaram os
presidentes da Fenacor, Roberto Barbosa; Escola Nacional de Seguros ? Funenseg, Robert Bittar; Fenaseg, João Elisio Ferraz de Campos;
Fenasaude, Luiz Carlos Trabuco Cappi; Fenaprevi, Antonio Cássio dos Santos; e Fenacap, Ricardo Flores; da Associação Brasileira das
Empresas de Resseguro, Paulo Pereira; e da Associação Brasileira das Empresas Corretoras de Resseguro (Abecor), Carlos Alberto
Protasio. A Fenacor também esteve representada por seus diretores, Cláudio Simão e Paulo Thomaz. Além deles, participaram os
presidentes do Sincor-DF, Dorival Alves de Sousa; Sincor-SP, Leoncio de Arruda. Já a Fenseg esteve representada pelo vice-presidente,
Carlos Alberto Trindade. Vários outros dirigentes de seguradoras também participaram da reunião.
Armando Vergílio abriu o encontro fazendo um relato sobre o momento atual do mercado, que, em 2007, já atingiu a marca de 3,7% do PIB
nacional: ?vamos ultrapassar os 4% em 2008 e chegar a 6% em 2011?, assinalou.
Segundo ele, o cenário é favorável para o mercado, em função da retomada do crescimento econômico, aumento da renda da população e
abertura do resseguro: ?aliás, esse fato pode ser comparado à abertura dos portos às nações amigas, em 1808?, acrescentou Armando
Vergílio, para quem as modalidades com maior potencial para crescer são os ramos vida e previdência privada e os seguros de garantia
estendida e de obrigações contratuais, neste caso, no vácuo de programas implementados pelo Governo, tais como o PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento) e as PPPs (parcerias público-privadas).
A atuação de Armando Vergílio foi elogiada pelo ministro. Segundo Guido Mantega, a Susep vem realizando um ?excelente trabalho? e o
Governo está satisfeito com o resultado apresentado: ?o crescimento do setor de seguros é importante para o país, pois precisamos disso
para dar conta das novas necessidades do Brasil?, acrescentou Mantega, que estava bem-humorado e brincou com os executivos presentes em
várias ocasiões ao longo do encontro.
O ministro disse ainda que vê com bons olhos a possibilidade de oferta de microsseguros para as camadas mais carentes e deixou no ar a
possibilidade de aprovar algumas das reivindicações apresentadas pelo mercado ao longo do encontro: ?são muitas questões, mas podemos
estudá-las?, observou Guido Mantega, que aproveitou para pedir o ?engajamento? das lideranças presentes na ?luta do Governo pelo
aprovação da reforma tributária.
Já o presidente da Fenacor Roberto Barbosa, reivindicou o enquadramento do corretor de seguros no Simples, lembrando que o Congresso já
aprovou essa proposta em três ocasiões e que, em todas, houve veto do Palácio do Planalto; e a criação dos Conselhos Federal e
Regionais dos Corretores de Seguros. Roberto Barbosa também pediu a redução da carga tributária que afeta o setor de seguros: estamos
aqui para dizer ao Governo que pode contar conosco nessa caminhada do país rumo ao pleno e sustentável desenvolvimento econômico. Nós,
corretores de seguros e seguradores, temos as ferramentas mais indicadas para encurtar essa trajetória, desde que sejam removidos alguns
obstáculos que historicamente têm dificultado a trajetória do setor.
João Elisio, por sua vez, classificou o encontro como ?histórico? e ressaltou a importância de e o Governo cuidar da questão dos
acidentes no trânsito: ?é um assunto que preocupa a sociedade e tem a ver conosco?, argumentou o presidente da Fenaseg.
Ao final do encontro, o presidente da Funenseg entregou ao ministro o ?Plano Diretor Para o Mercado de Seguros? Estudo coordenado pela
escola e editado há cerca de três anos, que aponta novos rumos para o setor e lista uma série de propostas.
Fonte: Fenacor / Jorge Clapp.
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