Corretor-News ::: Edição 01 ::: Março / 2007 Sincor-MG/Sindicato dos Corretores de Seguros  

Representação sindical é ampliada


Para possibilitar a criação de uma Confederação, a Fenaseg será desmembrada em quatro novas federações


        Com o objetivo de conferir maior autonomia representativa às entidades do mercado segurador, a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg) foi desmembrada em quatro federações. “Elas vão possibilitar, também, um fortalecimento da representação das empresas do setor”, afirma Alberto Continentino de Araújo, presidente do Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Capitalização, de Resseguros e de Previdência Privada Complementar no Estado de Minas Gerais (Sesmig).

        O projeto prevê também a criação da Confederação Nacional de Seguro, Previdência Privada e de Capitalização. Isto porque, sem ser uma confederação, não é possível, por exemplo, entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal, que tem obrigado a Fenaseg a recorrer a outras confederações, como a dos bancários.

        Com as mudanças, os sindicatos da categoria, que eram estaduais, passam a ser regionais. O Sesmig, por exemplo, continua com sua sede em Minas Gerais, mas passa a representar também os Estados de Goiás e Mato Grosso e o Distrito Federal. Ao todo, serão oito sindicatos espalhados pelo Brasil. As demais sedes estão na Bahia, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

        Esses sindicatos serão representados pelas quatro federações criadas: a Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg); a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi); a Federação Nacional de Saúde Suplementar; e a Federação Nacional das Empresas de Capitalização (Fenacap). Estas entidades vão deter a representação política e técnica nos temas específicos dos ramos que representam, tendo empresas filiadas e sendo seu corpo diretivo eleito pelo voto direto destas empresas.

        E, por fim, as federações terão sua representação através da Confederação Nacional de Seguro, Previdência Privada e Capitalização, já criada, mas que, segundo Continentino, entra emA funcionamento no final do mês de abril. Seu presidente será João Elísio Ferraz de Campos, atual presidente da Fenaseg, e os vice-presidentes da confederação serão os quatro presidentes das federações criadas, cada um em sua respectiva área (veja em “As novas representações”).

        Enquanto a confederação não começa a atuar, a Fenaseg continuará como entidade máxima de representação institucional do setor. Dentre as funções dessa confederação, estão a de congregar as principais lideranças e coordenar ações políticas, elaboração e planejamento estratégico e desenvolvimento de atividades de interesse comum às federações.

        Alberto Continentino acredita que as mudanças serão positivas. “Todo mundo vai ter representação. E se antes, eu que não tenho nada a ver com a área de saúde, tinha que ir à Fenaseg assistir uma palestra ou participar de uma reunião sobre o tema, agora só vou aos encontros da federação da qual participo”, explica. Sobre pontos negativos, o presidente do Sesmig cita somente os transtornos de adaptação. “É normal quando se tem mudanças. Nós estamos transformando uma federação que funcionava como um relógio. Vamos passar por um período de adaptação e correção, porque tem certas coisas que só com o tempo é possível perceber que são falhas e corrigir. Mas eu acredito que daqui a um ou dois anos isso tudo já esteja funcionando muito bem”, afirma.

        Com o objetivo de manter as eleições de todos os sindicatos, federações e confederação na mesma data, os presidentes dos sindicatos abriram mão de seus atuais mandatos e houve nova eleição. “Eu fui reeleito por mais três anos na presidência do Sesmig e os demais presidentes igualmente. Assim, tudo fica mais organizado”, explica Alberto Continentino.