Ele se baseou na idéia do mutualismo, fundamento do próprio seguro. Eles cobravam uma taxa de administração e rateavam os
sinistros entre os associados. Adiantou que o rateio ficou em 60% do preço de um seguro de caminhão de preço médio.
Em setembro de 2006 voltamos a denunciar ao mercado, incluindo a SUSEP, a existência da PROTECAR – Associação de Proteção
e Benefícios aos Proprietários de Veículos Automotores e da ASTRANS LESTE – Associação de Transportadores de Cargas do
Leste de Minas Gerais.
Pessoalmente conversei com o diretor jurídico da FENASEG sobre o assunto, mostrando a ele o risco que o mercado estava
correndo, pois as chamadas cooperativas estavam se transformando em associações e avançando para o seguro de automóvel e motos.
Junto à FENACOR fizemos o mesmo discurso.
Para surpresa nossa, a FENACOR nos informou que vários outros sindicatos haviam denunciado a existência destas cooperativas,
agora segurando veículos leves e motocicletas. As cooperativas e as associações já estavam em todo Brasil. A FENACOR remeteu
expediente à SUSEP sobre o assunto.
Agora, em 2007 recebemos prospecto de propaganda da “Associação dos Militares do Corpo de Bombeiros da Policia Militar de
Minas Gerais” que, em parceria com a cooperativa “COOPERMAC”, estavam bancando seguro de automóvel e motos, independente
de ser associado ou ser soldado bombeiro. A COPERMAC é uma cooperativa de taxistas, sediada na cidade de Niterói.
Ano passado recebemos a visita de um inspetor da SUSEP – Rio, que nos informou estar fiscalizando as cooperativas denunciadas.
Pediu-nos confirmação de alguns endereços.
Tivemos notícias pelo nosso delegado de Divinópolis, Giovanni Campos, de que algumas cooperativas daquela região realmente
haviam sido fiscalizadas pela SUSEP.
Na SUSEP obtivemos informação de que aquelas cooperativas ou associações que bancavam seguros disfarçados, estavam sendo
multadas por ela, pois como não tem poder de polícia sobre as mesmas, pode simplesmente multar. Estas multas seriam
remetidas ao Ministério Público Federal, para as devidas providências cabíveis no caso.
Estamos bastante preocupados com a proliferação destas associações que têm trazido prejuízos ao nosso mercado. O seguro de
automóvel representa quase 40% do total dos prêmios arrecadados pelo mercado - em algumas seguradoras quase 100% - e
para os corretores, 70% em média de sua produção. Vai ser desastroso para todos se perdermos a carteira de automóvel.
O governo perde os impostos, que neste caso, não são cobrados, perde também no número de empregos que são gerados pelas
seguradoras. O consumidor fica totalmente desamparado, pois não vai ter quem fiscalize e coordene as atividades, que
são próprias do mercado de seguros.
Apelo para todos os corretores remeterem CARTAS ao superintendente da SUSEP, Dr. João Marcelo dos Santos, solicitando
providências urgentes e enérgicas contra a entrada ilegal destas associações no mercado de seguros.
Mande carta. Os e-mails são deletados pela secretária.
Roberto Silva Barbosa
Presidente do Sincor-MG